CRISTINA HAUTZ
Após anos morando de forma improvisada, famílias serão transferidas para apartamentos
Após anos vivendo em condições degradantes, as 240 famílias contempladas pelo projeto de urbanização do antigo Hospital Psiquiátrico, da baixada do Paraná e do Jardim Tamoio começam a se mudar para as novas moradias. A mudança começa a ser feita na terça-feira, 17. Intitulado Residencial Tupi, o empreendimento, localizado no Jardim Tamoio, está dividido em três etapas: Jardim Tupi I, II e III, que irão beneficiar famílias de baixa renda.
São 600 apartamentos, divididos em 10 torres e três condomínios (Jardim Tupi I - quatro torres com 240 unidades, Jardim Tupi II - quatro torres com 240 unidades, e Jardim Tupi III - duas torres com 120 unidades). Apenas o primeiro está pronto para receber os moradores. A estimativa é que as demais torres sejam entregues até outubro. A transferência das famílias será feita em etapas.
"Acredito que conseguiremos mudar entre 30 a 40 famílias por dia. Elas terão ajuda de uma empresa especializada em mudanças, contratada pela Prefeitura", disse o superintendente da Fundação Municipal de Ação Social (Fumas), Eduardo Palhares. Na última terça-feira, a reportagem esteve no antigo Hospital Psiquiátrico e conversou com moradores sobre a mudança para os novos apartamentos. Muitos disseram estar revoltados com a demora na entrega das chaves.
"Porém, as famílias sabiam desde o começo que a mudança seria feita em julho, mas que não havia uma data definida", ressaltou Palhares. "O que ocorre é que elas estão ansiosas pela mudança." Além do valor mensal do apartamento (que varia de R$ 50 a R$ 160), as famílias pagarão R$ 100 de condomínio. "É um valor que foi definido em assembleia com elas", frisou.
Não contempladas - Palhares ainda destacou que as famílias que não foram contempladas com os apartamentos também foram cadastradas. "Pedimos para se alojarem em outro lugar. Quem não tem para onde ir, a Fumas irá oferecer alojamento ou auxílio aluguel." Ao todo, 240 famílias não foram contempladas. Desse total, 60 vieram de outras regiões do País. "A maioria é realocada, ou seja, pagavam aluguel e por algum motivo não conseguiram mais e buscaram um lugar alternativo para viver."
Demolição e revitalização - Após a remoção total de todos os moradores, os quatro prédios do antigo Hospital Psiquiátrico (que tem cerca de 350 mil metros quadrados), e da baixada do Paraná passarão por uma completa reforma. De acordo com a Fumas, a previsão é que todos os barracos estejam demolidos até agosto. Na área da baixada do Paraná será feito um reflorestamento e no antigo hospital há um estudo para ser construída uma área de lazer.
TERESA ORRÚ
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