CAIO ESTEVES
No dia 20 de abril, piloto morreu ao cair com bimotor em aeroporto de Jundiaí
A possibilidade de um pouso forçado de aeronave bimotor, no final da tarde de ontem, no Aeroporto Comandante Rolim Afonso Amaro, em Jundiaí, mobilizou homens do Corpo de Bombeiros de Jundiaí e Itupeva, além de viaturas do Samu. A informação era de que o avião, da marca Beechcraft Baron, modelo BE55, teria tido problema no trem de pouso durante descida no Campo de Marte, em São Paulo, e vindo por isso a Jundiaí, onde tentaria aterrissagem forçada.
Viaturas de autobomba, salvamento e resgate dos Bombeiros de Jundiaí foram ao local, encaminhadas pelo cabo Piovezana. Uma unidade de resgate do Samu e bombeiros de Itupeva também chegaram a ser acionados, mas, a caminho do aeroporto, foram informados de que a aeronave havia pousado em segurança.
Segundo um funcionário da torre do aeroporto, o problema no trem de pouso do bimotor teria realmente ocorrido durante o voo, mas o mecanismo descido normalmente após a aterrissagem. O aparelho foi levado a um dos hangares e passaria por análise mecânica para se tentar descobrir a causa do problema no dispositivo. Não foi informado se havia passageiros na aeronave.
Sobre a tripulação, pelo menos duas pessoas estariam no aparelho, uma vez que, segundo a norma da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), bimotores devem ser operados por piloto e copiloto. "Seria feita uma prevenção na pista com a utilização de espuma para evitar que um possível atrito da aeronave com o solo, caso não descesse o trem de pouso, rompesse o tanque de combustível. Porém, antes que isso fosse feito, o avião já tinha pousado em segurança", comentou o cabo Piovezana.
Acidente com bimotor - No dia 20 de abril deste ano, um bimotor King Air, modelo C 90 (prefixo PP-WCA), caiu no aeroporto de Jundiaí, matando o piloto Rui Barbosa Martins Júnior, de São José do Rio Preto. Informações apuradas à época pelo JJ Regional indicaram que o piloto não era habilitado para conduzir a aeronave, pertencente a um empresário de São José do Rio Preto, destino final do avião.
A impossibilidade consta no site da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). Além disso, a reportagem teve acesso ao plano de voo do bimotor, que traz nome e dados de um outro piloto, morador em Ribeirão Preto, cujas informações foram inseridas por Martins Júnior supostamente para disfarçar a restrição.
Ele mesmo assinou o plano. Na ocasião, a polícia foi informada pela torre de controle do aeroporto que os nomes de duas pessoas estavam no documento entregue pelo condutor. Apenas o corpo de Rui foi encontrado e os bombeiros de Jundiaí encerraram as buscas horas depois de achar o cadáver carbonizado.
GERALDO DIAS NETTO
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