DIVULGAÇÃO
O mundo por Sofia
Férias, férias, que tempo bom. Mas quem foi que inventou esta história de que férias são para descansar? Para mim, é o momento em que devemos acordar o mais cedo possível e dormir o mais tarde que der e entre esses dois períodos devemos conjugar estes verbos: brincar, correr, pular, nadar, surfar, subir, descer, andar, conversar, gritar, falar e de vez em quando: comer. E vocês, acham o mesmo?
Praia - Mas quando paramos um pouco com a nossa rotina de escola e dever de casa, encontramos tempo para aprofundar velhas amizades. Eu pude aproveitar alguns dias na praia ao lado da Anita e da Mariana. Tivemos tempo para tomar muitos sorvetes por dia, para ficar totalmente "torradas" pelo sol, apesar de muito protetor solar, a gente limpava o rosto a todo momento e o protetor não durava nem meia-hora. Bom, depois, o jeito era dormir que nem o Gasparzinho, com o rosto coberto de Hipoglós. Mas entre um vermelhão e outro, curtimos demais essas férias.
Amizades - Além das velhas amizades, um dos melhores momentos foi descobrir a Maria Augusta. Ela é uma antiga amiga da Anita da escola e um dia na piscina, nós começamos a conversar e eu fiquei encantada com ela e isso é amizade mesmo, aquela em que você admira demais o outro, ri quando ele conta as suas histórias e quer muito sempre estar junto. E foi assim com a Dubi (o apelido que ela tem). Nós fomos ao cinema, fomos almoçar juntas, brincamos de boneca e de faz-de-conta e em uma tarde muito quente, tomamos o maior banho de mangueira. Que delícia! Quanta risada! Tenho certeza que nasceu uma amizade que vai dar muito o que escrever.
Exploração - E como a regra era descobrir, em uma tarde chuvosa aqui em Jundiaí, fui com os meus pais para São Paulo, a terra da garoa, para conhecer o MASP. Um museu muito maneiro. Levei meu caderninho de anotações e parti para a exploração. Encontrei quadros que eu já conhecia da época em que morava na França, como os do Monet e fiquei apaixonada pelo quadro "Rosa e Azul" que foi pintado pelo Renoir. São duas menininhas com uma carinha triste, mas ao mesmo tempo tão arrumadinhas com seus laços de fitas, que não tem como a gente tirar os olhos. E imaginem a minha carinha de alegria quando encontrei os quadros do Delacroix, não porque eu achei sua pintura a mais bonita, mas porque estava escrito bem grande ao lado do quadro que ele havia nascido em Charenton (França), a mesma cidade em que eu morei por lá. Eu encontrei um velho vizinho!
Nome - Ainda tive tempo para ver uma exposição de grafitismo muito maluca e tinha uma lousa imensa, onde deixei o meu nome escrito, para que todos vejam que passei por lá. Na verdade eu entendi que não somos nós que passamos por um museu, são eles que passam por nós e sempre algum detalhe de tudo que existe por lá fica dentro da gente, fica marcado para sempre. Foram férias incríveis!
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