Reaproveitar material escolar faz bem para o bolso
JORNAL DE JUNDIAÍ
Reciclar material escolar é sinônimo de responsabilidade com o meio ambiente
Reciclar e reutilizar fazem bem para o planeta. Uma alternativa para quem quer economizar é reciclar e reaproveitar o material que sobrou do ano passado. Ela faz bem para a saúde do bolso e para a do meio ambiente.
Exemplos - A professora Mirna Simone Brunelli Benatti tem três filhos em idade escolar - Jaqueline (13), Carolina (10) e Luca (4) - e recicla material escolar.Tesoura, mochila, estojo, réguas, pastas, compasso, lápis de cor, transferidor e fichários são aproveitados de um ano para outro. "Só troco se estiverem quebrados, caso contrário não. A tesoura, por exemplo, comprei no 1º ano e gravei o nome e eles usam a mesma até hoje", comenta. Mochilas e lancheiras, que têm um custo elevado, Mirna dá preferência para modelos mais resistentes em vez daquelas que estão na moda.
A sobra de material devolvida pela escola como tinta, cola, giz de cera, entre outros, também é reutilizada. A professora afirmou que é possível fazer economia reciclando o material escolar. "Quando você olha o material isoladamente parece insignificante, mas somando tudo dá uma quantia razoável, ainda mais no meu caso, que tenho três filhos na escola", salienta.
Na boa - Segundo Mirna, os filhos já estão acostumados com a prática e não reclamam de terem que usar o material do ano passado. "Se tem algo que está bom, para que descartar? Eles entendem numa boa, é uma questão de educação e consciência", entende. Na casa da professora da rede pública Edilene Maria Manoni não se joga nada fora. Ela também tem três filhos na escola - João Mário (11), Maria Paula (9) e José Caetano (6) - e sabe como pesa a lista do material escolar.
Régua, pincel, apontador, tintas e borrachas são reutilizados. Já materiais como lápis de cor, canetinhas, giz de cera, ela leva para serem usados por seus alunos na rede pública. "Faço uma caixa de uso comum e deixo no armário da escola para eles utilizarem", diz. As mochilas dos filhos só são trocadas se estiveram em estado lamentável. Segundo ela, a economia não é tão grande, considerando a extensa lista de material, mas mesmo assim ela afirma que vale a pena. "Os livros são mais caros, mas os outros materiais são baratos, mas porque não aproveitá-los se ainda estão novos?", indaga.
Procon - O serviço de defesa do consumidor, Procon, orienta quanto à compra dos materiais escolares. Segundo o coordenador do Procon de Jundiaí, Antonio Augusto Giaretta, é possível diminuir o custo da compra usando o bom senso. O primeiro passo é verificar o que sobrou do ano passado e se o material que não foi usado (folhas sulfite, cola, tinta, giz de cera, etc) foi devolvido pela escola. Caso não tenha sido, os pais podem exigir a devolução. "Se estiver dentro da validade, este material pode ser abatido da lista", observa. Giaretta informa que os pais não são obrigados a comprar na papelaria indicada pela escola. "A indicação é legal, mas não obriga os pais a comprarem no local. O consumidor tem a liberdade de escolher onde comprar", salienta.
Pesquisa - O coordenador do Procon orienta pesquisar pelo menos em três papelarias antes de fechar negócio. Outra dica é formar um grupo de pais e negociar descontos com a papelaria. "Ofertar 30 listas em vez de uma à papelaria faz o poder de negociação cresceer." Entre materiais da moda e de qualidade, Giaretta recomenda ficar com a segunda opção. "O produto da moda é mais caro e nem sempre de qualidade", assinala. Segundo o coordenador do Procon, os pais não são obrigados a comprar a lista toda em janeiro. "É possível comprar o material fracionado. Para isto, os pais devem ligar na escola e se informar do material necessário para o primeiro trimestre e comprar o restante em maio", orienta.
Nota fiscal - Giaretta lembra que os pais devem exigir nota fiscal da compra do material escolar, pois é a única garantia no caso de troca. "O material tem garantia de 90 dias em caso de apresentarem problema de qualidade e a troca só pode ser feita com a nota fiscal, por isso, evite comprar de ambulantes."
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