O FOLCLORE NEGRO DO BRASIL ARTHUR RAMOS MARTINSFONTES EDITORA 250 PÁGINAS R$ 39,80 A década de 30 dá ensejo a estudos seminais sobre o negro no Brasil. Dentre eles, destacam-se os do médico antropólogo Arthur Ramos, um dos principais representantes de uma corrente nova que aponta traços positivos e universais presentes nas culturas africanas. Um tanto esquecidas, as obras do alagoano que contribuiu para a institucionalização das ciências sociais no país não parecerão estranhas aos leitores de nossa época, marcada pela diversidade e interpenetração das culturas. Guiado por notável erudição e rigor científico, o autor d´O folclore negro do Brasil, publicado originalmente em 1935, remonta à nascente africana para resgatar, à luz da psicanálise e da psicologia social, elementos constitutivos da alma brasileira, desmontando estereótipos e preconceitos que pesavam sobre o negro e o africano, colocando em pé de igualdade o nosso folclore com o de outros povos. Arthur Ramos nasceu no dia 7 de julho de 1903, em Alagoas. Publicou, entre outros, os livros 'O negro brasileiro' (1934), 'As culturas negras no Novo Mundo' (1937), 'O negro da civilização brasileira' (1939) e 'Introdução à antropologia brasileira' (1943).
ROTEIRO DA POESIA BRASILEIRA DIREÇÃO: EDLA VAN STEEN GLOBAL EDITORA 160 PÁGINAS Publicando há quase trinta anos os melhores autores da literatura em língua portuguesa nas antologias de Melhores Contos, Melhores Poemas e Melhores Crônicas, a Global Editora, sob a direção editorial de Edla van Steen traz agora, uma nova coleção: Roteiro da Poesia Brasileira que mostra a evolução da nossa poesia desde os seus primórdios, no período seiscentista, até os dias atuais. Roteiro da Poesia Brasileira será diferente das coleções já existentes - que permitem acrescentar sempre um novo autor - , umas vez que vai reunir toda a nossa poesia em 15 volumes. Raízes - seleção e prefácio de Ivan Teixeira, Arcadismo - seleção e prefácio de Domício Proença Filho, Romantismo - seleção e prefácio de Antonio Carlos Secchin, Parnasianismo - seleção e prefácio de Sânzio de Azevedo, Simbolismo - seleção e prefácio de Lauro Junkes, Pré-modernismo - seleção e prefácio de Alexei Bueno, Modernismo - seleção e prefácio de Walnice Nogueira Galvão, Anos 30 - seleção e prefácio de Ivan Junqueira, Anos 40 - seleção e prefácio de Luciano Rosa, Anos 50 - seleção e prefácio de André Seffrin, Anos 60 - seleção e prefácio de Pedro Lyra, Anos 70 - seleção e prefácio de Affonso Henriques Neto, Anos 80 - seleção e prefácio de Ricardo Vieira Lima, Anos 90 - seleção e prefácio de Paulo Ferraz, Anos 2000 - seleção e prefácio de Mauro Lucchesi. Para inaugurar a coleção, a Global apresenta: Arcadismo, Parnasianismo e Simbolismo.
GLOBALIZAÇÃO E RADICALISMO AGRÁRIO: GLOBALIZAÇÃO E POLÍTICAS PÚBLICAS REGINALDO CARMELLO CORREA DE MORAES EDITORA UNESP 115 PÁGINAS R$ 27,00 Dentre os movimentos que contestam a globalização, as articulações camponesas são um elemento de resistência emblemático. Formam um novo radicalismo agrário, mas também parecem encarnar o internacionalismo que tradicionalmente era liderado pelas organizações de base operária. Para entender as múltiplas faces desse fenômeno complexo, o livro Globalização e radicalismo agrário: globalização e política públicas, lançamento da Editora Unesp, traz artigos que mostram como esse mundo se faz representar na pauta política do Nepal, Zimbábue, Polônia e Brasil. Ao colocar lado a lado países tão diferentes, busca-se entender as direções tomadas pelo "mundo agrícola", seja situando-se nos extremos (direito ou esquerdo) da política partidária estabelecida ou lançando mão de recursos violentos que a transcendem. Os pontos de contato são o desenvolvimento de uma economia agrícola concentrada e polarizada e o fato de terem sido submetidos, todos, aos "planos de ajuste estrutural" recomendados pelas organizações multilaterais nas décadas de 80 e 90 do século XX. Globalização e radicalismo agrário acompanha a metamorfose de uma luta que pode se configurar tanto como uma "reação atávica de um mundo resolutamente hostil à política" como constituir uma demanda "de proteção vinda do alto, via redistribuição de recursos decretada por um estado regulador".