ALEX M CARMELLO
Obras começaram com a demolição de partes dos fundos do antigo prédio
Oficializadas, ontem, com a presença do secretário de Saúde do Estado de São Paulo, Giovanni Guido Cerri, as obras para reforma e ampliação do prédio da antiga Casa de Saúde - futuro Hospital Regional - começaram. Ao lado de funcionários e máquinas em atuação, autoridades de saúde e secretários de Jundiaí presenciaram os primeiros passos da demolição de parte do edifício.
Segundo a Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, a previsão de conclusão para a obra é de dois anos. O investimento total chega aos R$ 54 milhões, sendo R$ 35,5 milhões para a construção e mais R$ 17 milhões para compra de mobília e equipamentos. "Este era um compromisso do governador. Agora, as obras começam oficialmente. Esperamos que em um ano e meio ou dois, o Hospital Regional já possa atender Jundiaí e Região", disse o prefeito Miguel Haddad.
Segundo ele, o prazo de conclusão é suficiente para tamanha reforma, mesmo com a demanda crescente por novos atendimentos de saúde na Região. De acordo com o secretário Giovanni Guido Cerri, com o hospital e o Ambulatório Médico de Especialidades (AME), Jundiaí passa a integrar área de destaque dentro do Diretório Regional de Saúde de Campinas, divisão estadual da qual faz parte.
"Serão três polos importantes, o de Campinas com a Unicamp; o de Bragança Paulista com o Hospital Universitário e, agora, o de Jundiaí com apoio da Faculdade de Medicina", disse. Segundo Cerri, cidades ´universitárias´ permitem maior integração na saúde e, além de atendimento qualificado, propiciam formação de recursos humanos. Inicialmente, o novo hospital irá empregar 1.200 funcionários.
"O Estado apoia investimentos em órgãos públicos. Para desafogar hospitais de gestão municipal, temos a rede estadual com 90 hospitais", disse o secretário, ao comentar demanda de outros hospitais públicos da cidade, como o Hospital São Vicente (HSV). O projeto do Hospital Regional preserva a fachada do antigo prédio da Casa de Saúde, na Rua Campos Sales. Esta parte, de 5.024.69 m², será reformada e destinada à enfermaria.
Já os ´fundos´ do prédio serão demolidos para construção de novo prédio de 4.531,28 m² que irá abrigar centro cirúrgico, Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e centro de diagnósticos. Ao todo, serão 138 leitos com 18 destinados à UTI. Os dois blocos serão distribuídos em uma área total de 9,5 mil m².Uma farmácia de ´alto custo´ também atenderá no hospital.
A nova entrada do hospital será na Rua Professor Luiz Rosa. Com total gestão do Estado e construção da Engeform Construções e Comércio Ltda, caberá à Prefeitura, nesta obra, a revitalização do entorno do hospital, com nova estrutura para acessibilidade nas calçadas, pontos de ônibus e reforma das praças.
RAQUEL LOBODA BIONDI
|