JORNAL DE JUNDIAÍ
Gutemberg Macedo ressalta que novo conceito não exclui a importância do networking
Você já ouviu falar em netweaving? É uma expressão derivada de uma palavra americana, netweaver, que significa ´tecelões´, ou seja, aqueles que ´costuram relações´. Diferente do networking - técnica utilizada há anos como recurso estratégico para o desenvolvimento profissional a partir da rede de contatos de cada pessoa, o conceito de netweaving tem relação com a efetividade e reciprocidade nesse tipo de relacionamento profissional.
"O netweaving tende a trazer resultados mais positivos do que o networking porque ele é aplicado quando uma pessoa colabora com alguém, sem esperar nada em troca. É um conceito que segue o princípio antigo de que não devemos fazer com os outros aquilo que não queremos que façam conosco", explica o presidente da Gutemberg Consultores, Gutemberg B. de Macedo.
Segundo o consultor, no netweaving a pessoa vai para um encontro com o objetivo de conhecer ao máximo do outro para poder ajudá-lo em tudo o que for possível, seja nos negócios, necessidades e desafios. Já no caso do networking, normalmente apenas uma das partes ganha. "No caso, aquele profissional que procurou o outro para obter algum tipo de ajuda e depois de ter conseguido o que queria, deixa a relação de lado, ou seja, vira as costas", avalia.
Pilares - Para exemplificar, Gutemberg diz que o netweaving se baseia na amizade como uma relação que as pessoas ´costuram´ ao longo de vários anos. "Um dos pilares dessa ferramenta faz com que o indivíduo se torne uma espécie de conector estratégico de outras pessoas que tem as mesmas necessidades, os mesmos objetivos e interesses e, assim, se ajudam mutuamente. A base é: ´o que eu posso lhe ser útil´ ao invés de ´o que você pode fazer por mim´?", afirma.
Esse princípio do netweaving, segundo o consultor, foi adotado por grandes personalidades como Mahatma Gandhi e Madre Teresa de Calcutá. "Netweaving é sinônimo de reciprocidade, um relacionamento em que ambas as partes ganham. Por isso, é uma aproximação mais humana, além do que, quando você ajuda alguém, coisas boas normalmente acontecem", afirma.
Já no networking, de acordo com Gutemberg, a pessoa vai para um encontro com a única intenção de conquistar alianças estratégicas que possam ajudar a impulsionar os negócios, fazer novos contatos e desenvolver relações comerciais.
Complemento - Mas o consultor ressalta que o novo conceito não exclui a importância do networking porque um complementa o outro. "Mas é preciso deixar claro que tanto o networking quanto o netweaving são processos constantes de relacionamento. Se um profissional somente entrar em contato com sua rede de relacionamento quando for de seu interesse, não é uma atitude saudável e valorizada. É preciso criar relacionamentos realmente efetivos: valem convites para almoços, jogos ou até mesmo o mais simples e rápido, como o envio de uma matéria de interesse para o e-mail do colega", enfatiza.
ELLEN FERNANDES
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