CRISTINA HAUTZ
Em meio à selva de pedra, árvores majestosas reinam em uma das mais importantes praças de Jundiaí
Cabe ao administrador do novo milênio ajudar na criação de novos empregos, no aumento da renda per capita, na melhor distribuição da renda, na ética nos negócios, melhoria da política e na melhoria da população em geral. Pois isto se refletiria nas próprias empresas. Mais renda, mais consumo, mais empregos, mais renda... O fato de acreditar em futebol, Carnaval e samba quer dizer que, apesar de todos os sofrimentos, acredito que podemos ser melhores em algumas coisas e poderemos ser melhores ainda em muitas outras, pensando neste prisma.
Temos que melhorar a autoestima do brasileiro, que quando alcança sucesso já começa a ser considerado com palavras depreciativas e outros adjetivos não muitos simpáticos. Temos que valorizar nossos ídolos, mitos, heróis e não execrá-los em praça pública. O Carnaval é a expressão da alegria e criatividade do brasileiro, que trabalha o ano inteiro para desfrutar de uma semana de alegria na avenida. Existe uma mistura de desafio e de superação nesta festa nacional.
Ao Carnaval misturam-se pobres, ricos, bicheiros (que patrocinam inclusive o espetáculo), atores e atrizes globais, empresas multinacionais e outras mais. O Carnaval na sua organização desorganizada virou um modelo de negócios e passou até a ter um curso superior numa escola do Rio de Janeiro, cidade maravilhosa, aonde o espetáculo do mesmo deixa o mundo estupefato. Como um país com tanta miséria consegue realizar um espetáculo com tanto brilho e organização?
Fazendo um paralelo entre o Carnaval e o Jazz, onde é permitido improvisar para chegarmos ao resultado final, ambos alcançam um resultado bem interessante baseado em coisas e atitudes improvisadas. Antes um espetáculo localizado nos morros, agora com patrocínios dos mais diversos níveis e empresas distintas. O espetáculo dá resultados financeiros e virou uma organização empresarial digna de ser analisada e estudada. Por isso o Brasil é e continuará sendo uma terra maravilhosa de um povo inzoneiro e com uma explosão de raças, pois como dizia Gilberto Freyre: "O Brasil é a mistura de três grandes raças: a negra, a índia e a branca".
Dessa mistura temos o brasileiro que é criativo, festeiro, intuitivo e de boa índole. Quem estraga isso são alguns políticos que se acham mais espertos do que a maioria, e que não percebem que as coisas estão mudando. Brasil, mostre a sua cara!
Robson Paniago é Doutor em Ciências Empresariais pela UMSA - Ar, Coordenador do Curso de Administração do Centro UNISAL - Campinas e Professor de graduação e MBA da FGV. Palestrante e Autor dos livros: Administração & Poesia, TGA - Made In Brazil e Marketing Participativo - Uma Visão moderna, um cap. de Estudar e Aprender (2008) e Construindo Saberes (2009). E-mails: robsonpaniago@hotmail.com/robson.paniago@fgv.br.
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