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Antonio Santa Rosa, motoboy que em 12 de abril de 2005 matou a pauladas o repositor de supermercado Luiz Urbano de Souza, na época com 40 anos, foi condenado, ontem, a seis anos de prisão, em regime semiaberto. O júri popular foi realizado, ontem, no Fórum de Jundiaí. Santa Rosa - que já ficou seis meses na cadeia - permanecerá em liberdade, até a confirmação da sentença.
Tarcísio Germano de Lemos, advogado do réu, revelou, após o julgamento, que a condenação já era esperada. "Seria difícil a absolvição do acusado, pois não havia provas de que ele teria agido em legítima defesa", explicou o experiente advogado. O juiz que presidiu o julgamento foi Jefferson Barbin Torelli, e a promotora, Ana Carolina Martins. "Os sete jurados resolveram condenar meu cliente, que admitiu o crime e disse que chegou a receber ameaças da vítima", emendou Tarcísio.
Relembre o caso - O corpo de Luiz Urbano de Souza foi encontrado, em matagal situado no Bairro do Castanho, em Jundiaí, em 15 de abril de 2005, com marcas de golpes na cabeça, aplicados com pedaço de pau. O local ficava perto da Rodovia Presidente Tancredo de Almeida Neves, antiga Estrada Velha de São Paulo. Três dias antes, a família da vítima registrou na polícia o desaparecimento do repositor.
O setor de investigação do 1º DP, então comandado pelo delegado Fernando Manoel Bardi, descobriu o corpo de Souza seminu, com ferimento na cabeça. Perto do cadáver, não havia documento do homem assassinado, cuja identificação só foi possível por exame de arcada dentária e análise de digitais.
Na época do crime, Antonio tinha 33 anos e confessou ter usado um pedaço de pau para tirar a vida de Luiz Urbano. A polícia encontrou no local o celular da vítima, a arma do crime e a carteira do repositor. Ele e Santa Rosa mantiveram relacionamento amoroso, apesar de o motoboy ser amasiado com uma mulher há cinco anos, tendo com ela um filho de três anos.
Pelo telefone - A vítima do homicídio não concordou com o pedido de separação, feito por Antonio, e passou a ameaçar a família do autor do crime. Ligações telefônicas, acompanhadas de diversas ofensas, foram feitas à esposa e sogra de Santa Rosa, além da ameaça de Urbano, de que contaria o romance dos dois à mulher do réu.
Na época do assassinato, a reportagem do JJ Regional também apurou que Antonio teria dito ao repositor que o mataria e depois se suicidaria. No dia do crime, os dois se encontraram em um matagal, no Bairro do Castanho, e discutiram, antes de Luiz Urbano ser morto.
PAULO FERRO
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