CRISTINA HAUTZ
UNIÃO Os esperantistas Jurandir, Jimi e Lucas ajudam a divulgar o idioma
Para entender o título acima, que significa: ´eu falo em esperanto, e você?´, uma das opções é a internet. Antigamente as cartas eram o principal meio de divulgação do esperanto. Mas com o avanço da tecnologia, o msn, skype, e-mail, sites e orkut passaram a ser a principal ferramenta para difundir a língua. Tanto é que o curso básico, com duração média de um mês, é praticamente virtual. Já o nível intermediário pode levar até doze meses. Seguindo o ideal de Zamenhof, as aulas são gratuitas ou têm preços acessíveis.
"Por ser uma língua bem estruturada, ela tem o caráter propedêutico que pode auxiliar no aprendizado de uma língua natural, como o inglês, porque serve como fonte para comparar",afirma o professor. E quem pôde comprovar isso foi o estudante de informática Jimmy Mayal Costa, de 27 anos, que ´travava´ na hora de estudar inglês. "Gosto de fazer amizades e conhecer a cultura de outros povos. Posso dizer que tirei proveito do esperanto porque passei a conversar com pessoas de diversos países em esperanto, mas coloco em prática o inglês", declara. Como prova deste intercâmbio cultural, Costa teve a oportunidade de receber em sua casa um amigo esperantista japonês. "Foi uma experiência fantástica", comenta ele, que é filho de Joe Basílio Costa, considerado o único cineasta esperantista que já lançou dois filmes.
Na opinião do técnico têxtil Jurandir Inácio Martins, 63, a internet e o esperanto resultou em um ´casamento perfeito´ porque tornou possível a comunicação entre pessoas do mundo todo. "Nunca imaginei que um dia conseguiria falar com um alemão ou japonês pela internet, sem aprender a língua pátria. Isso só foi possível através do esperanto que permite essa troca de conhecimento, de fraternidade entre povos tão diferentes", define.
Já o engenheiro de comunicação, César Tegani Tofanini, 27, aproveitou para ampliar sua rede de amigos em congressos e o programa ´Pasporto (passaporte)´, que oferece hospedagem gratuita em casas de esperantistas. "Fui para o Rio de Janeiro e como fiquei na casa de uma pessoa que conhece a cidade, aproveitei muito mais", diz Tofanini, que ficou motivado para aprender o esperanto pela possibilidade de conhecer a cultura de outros povos. "Com o inglês eu não tinha essa facilidade na comunicação."
ELLEN FERNANDES
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